Eu deveria estar triste, mas não tenho vocação para dramas.
Reconheço que a vida é dura, as pessoas são difíceis e a crise é grande. Mas quantas vezes nos acovardamos? Quantas vezes por medo do fracasso, de ouvir um não, de sofrer, nós desistimos ou nem se quer tentamos? Se alguém foi injusto com você é bem provável que você tenha sido fraco. Permitimos ser magoados, não nos defendemos e vemos apenas a culpa do outro.
É tão mais cômodo e seguro ficar no nosso canto, lamentando, do que se expor e arriscar. Ir à luta dá trabalho, é perigoso. Corremos o risco de descobrir que somos nós que estamos errando e não o mundo que é injusto.
Podemos andar, mas na ânsia de voar, ficamos paralisados lamentando por não termos nascidos com asas.
Não tenho mais paciência com os “coitadinhos” e nem tão pouco com super-heróis. Não é mais fácil ser simplesmente humano?
Ontem encontrei uma senhora, velha conhecida da família:
_ Olá! Tudo bem, Dona Lurdes?
_Mais ou menos...
Não é mais ou menos. É menos. Menos simpatia, menos vontade de vê-la novamente, menos paciência pra gente chata.
É um hábito enraizado. Para estas pessoas nunca está tudo bem. Claro, “tudo” nunca está mesmo. Mas e daí? Quem quer saber os detalhes infelizes da nossa vida?
Talvez interesse mais o que fazemos para mudar estas pequenas infelicidades do que o que elas são de fato.
Histórias de superação são incríveis. Passam até no fantástico. Mas gente chata, que só reclama, não faz sucesso nem na fila do SUS.
_ Menina do céu! Estou com uma dor tão forte nas costas!
_ E eu, então? A minha é bem pior.
_ Mas meu colesterol é mais alto. Já passou dos trezentos.
_Tá bom, ganhou. Um a zero.
Não. Não foi um a zero, foi empate. Mas perder legitima o sofrimento da vítima.
Para o sofredor patológico, não basta estar triste. Ele tem que fazer com que todos que estão à sua volta compartilhem da sua dor. O melhor, meu amigo, é se afastar de gente assim.
Carregue no colo, se preciso for, o amigo que passa por um momento difícil. Mas mude de quarteirão se um pessimista crônico quiser destruir o seu dia.
Como eles mesmos diriam: Ninguém merece.
Reconheço que a vida é dura, as pessoas são difíceis e a crise é grande. Mas quantas vezes nos acovardamos? Quantas vezes por medo do fracasso, de ouvir um não, de sofrer, nós desistimos ou nem se quer tentamos? Se alguém foi injusto com você é bem provável que você tenha sido fraco. Permitimos ser magoados, não nos defendemos e vemos apenas a culpa do outro.
É tão mais cômodo e seguro ficar no nosso canto, lamentando, do que se expor e arriscar. Ir à luta dá trabalho, é perigoso. Corremos o risco de descobrir que somos nós que estamos errando e não o mundo que é injusto.
Podemos andar, mas na ânsia de voar, ficamos paralisados lamentando por não termos nascidos com asas.
Não tenho mais paciência com os “coitadinhos” e nem tão pouco com super-heróis. Não é mais fácil ser simplesmente humano?
Ontem encontrei uma senhora, velha conhecida da família:
_ Olá! Tudo bem, Dona Lurdes?
_Mais ou menos...
Não é mais ou menos. É menos. Menos simpatia, menos vontade de vê-la novamente, menos paciência pra gente chata.
É um hábito enraizado. Para estas pessoas nunca está tudo bem. Claro, “tudo” nunca está mesmo. Mas e daí? Quem quer saber os detalhes infelizes da nossa vida?
Talvez interesse mais o que fazemos para mudar estas pequenas infelicidades do que o que elas são de fato.
Histórias de superação são incríveis. Passam até no fantástico. Mas gente chata, que só reclama, não faz sucesso nem na fila do SUS.
_ Menina do céu! Estou com uma dor tão forte nas costas!
_ E eu, então? A minha é bem pior.
_ Mas meu colesterol é mais alto. Já passou dos trezentos.
_Tá bom, ganhou. Um a zero.
Não. Não foi um a zero, foi empate. Mas perder legitima o sofrimento da vítima.
Para o sofredor patológico, não basta estar triste. Ele tem que fazer com que todos que estão à sua volta compartilhem da sua dor. O melhor, meu amigo, é se afastar de gente assim.
Carregue no colo, se preciso for, o amigo que passa por um momento difícil. Mas mude de quarteirão se um pessimista crônico quiser destruir o seu dia.
Como eles mesmos diriam: Ninguém merece.
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